Cupins Subterrâneos

Os cupins subterrâneos caracterizam-se por formar ninhos extremamente populosos, chegam a ter milhões de indivíduos; seus ninhos geralmente são construídos sob o solo ou em vãos estruturais de edificações, como caixões perdidos, espaços entre paredes duplas, porões e etc.

A partir dos ninhos, os cupins subterrâneos constroem caminhos de comunicação com suas fontes de alimentação.

Tanto os ninhos como os caminhos construídos pelos cupins subterrâneos são feitos a partir de terra, fezes, saliva e uma grande diversidade de materiais encontrados nos meios onde se encontram estas estruturas caracterizam-se como uma proteção contra a ação de predadores e tem também funções como manutenção de temperatura umidade e servem também como isolante acústico.

A denominação cupins subterrâneos não é a mais adequada porque grande parte das vezes os ninhos e suas estruturas não são construídos em subterrâneos, mas esta denominação e largamente utilizada e é a que também utilizaremos.

A espécie de cupins subterrâneos de maior importância em nosso meio é o Coptotermes gestroi, que tem sua origem na Ásia.

Este cupim subterrâneo chegou ao Brasil nas décadas de 1920 e 1930, nas regiões portuárias do Rio de Janeiro e Santos, disseminando-se com uma velocidade impressionante para todas as outras regiões do país e transformando-se em uma praga de grande poder destrutivo e consequente importância econômica.

Os cupins são insetos sociais, com uma sociedade extremamente bem organizada eficiente, dividida em castas bem definidas, com um casal real que tem como função a reprodução.

Em muitos casos encontramos cupins reprodutores Neotênicos, que tem uma função auxiliar ou de substituição ao casal real.

Os cupins soldados, que são responsáveis pela defesa da colônia. Em alguns casos, estes cupins são bastante agressivos. Esse tipo de cupim subterrâneo tem uma anatomia bastante característica com cabeça avantajada e capacete com formas características, que normalmente serve a identificação da espécie.

Já, os cupins operários são a casta mais numerosa e se responsabilizam pela construção do ninho e todas as suas estruturas anexas, pela busca de alimentos, alimentação de todas as outras castas bem como cuidados com ovos e larvas.

Eliminação de Cupins Subterrâneos

Os cupins subterrâneos alimentam-se fundamentalmente de celulose extraída de madeiras vivas, em árvores, madeiras mortas em mobiliário e partes de edificações, papel, papelão, etc.

Eles caracterizam-se por construir seus caminhos na parte interna de paredes, nas superfícies, em condutes, vãos estruturais como caixões perdidos e shafts.

Os cupins subterrâneos atravessam estruturas de concretos e chegam a buscar seus alimentos a distancias superiores a uma centena de metros em relação aos ninhos.

Uma característica marcante dos cupins subterrâneos são os estragos provocados em todas as estruturas por onde se deslocam; chegando a remover a capa de fios e provocar curtos.

Esses cupins subterrâneos tem uma preferência especial por papel e papelão, sendo uma praga extremamente importante em todos os locais que armazenam esse tipo de material, bem como bibliotecas, etc.

Os cupins subterrâneos vivem em simbiose com fungos que os auxiliam na digestão da celulose.

Em uma edificação preferem atacar lugares úmidos, sendo que com muita frequência levam umidade aos locais atacados.

Colônias maduras de cupins subterrâneos são extremamente vorazes, provocando grandes danos em curto espaço de tempo.

As colônias de cupins subterrâneos em sua fase inicial tem o desenvolvimento extremamente lento chegando ao final do primeiro ano de existência normalmente com uma população de 20 a 30 indivíduos.

Porém, em fases posteriores seu crescimento e exponencial, e normalmente após 4 a 5 anos, a colônia de cupins subterrâneos começa a atingir sua maternidade e produzir seus reprodutores alados, que fazem revoadas extremamente numerosas (milhares de aleluias) acasalam-se e aos pares tentam formar novas colônias, que em sua grande maioria não são bem sucedidos.

Dos milhares que revoam, apenas alguns poucos casais conseguem formar novas colônias.