Lagartas e taturanas são lepidópteros em sua fase larval, ou seja, borboletas e mariposas, põem seus ovos, de onde eclodem as larvas (lagartas e taturanas) que irão formar casulos e finalmente teremos as formas adultas, que são as mariposas e borboletas, completando assim o ciclo.

Estes insetos, em sua fase larval, alimentam-se de folhas. Normalmente diferentes espécies de lepidópteros elegem diferentes espécies de vegetais como alimentos.

As lagartas originárias de mariposas possuem veneno que normalmente pode provocar acidentes. Elas são conhecidas como taturanas e apresentam cerdas com coloração variada, atraindo por sua beleza.

As cerdas urticantes são estruturas resistentes de ponta aguda, contendo glândulas produtoras de veneno, que em contato com a pele provocam perfurações e liberam o veneno, que poderá provocar diferentes reações dependendo da espécie e da quantidade de perfurações.

Algumas espécies apresentam cerdas longas, frágeis e sedosas, que são inofensivas, porem sob elas estão escondidos os espinhos urticantes.

Os acidentes com taturanas normalmente ocorrem em função do manuseio de vegetação ou do contato direto com estas lagartas, em que as cerdas urticantes perfuram a pele.

O veneno é injetado e imediatamente ocorre sensação de queimação e dor violenta, que pode irradiar-se para outras partes do corpo provocando vermelhidão e inchaço.

Algumas espécies podem inclusive causar hemorragias, hematomas e alterações renais, podendo, em casos extremos, levar a óbito.

Em caso de acidentes graves recomenda-se socorro médico, preferencialmente em instituição especializada, como é o caso do Instituto Butantã.

As lagartas e taturanas também provocam prejuízos ao alimentar-se de plantas em lavouras, pomares, hortas ou plantas ornamentais.

Alguns destes casos decorrem de desequilíbrios provocados pelo homem ao desenvolver imensas áreas com monoculturas, como ocorre em plantações de soja, algodão e milho.

Elas eliminam ou afastam os inimigos naturais de determinado inseto, propiciando um crescimento explosivo de sua população.

Existem também situações em que estas larvas são utilizadas em favor de interesses econômicos, como é o caso das criações de bicho da seda, em que são oferecidas folhas de amoreiras para alimentação das lagartas, que ao final da fase larval irão construir seus casulos, com fios de seda produzidos por suas glândulas secretoras e o homem as utilizara na produção da seda.