Os pombos Columba Lívia são animais considerados como fauna exótica, originários da Europa, Ásia e África, que foram introduzidos no Brasil no século XVI e nos trazem inúmeros problemas, sendo, portanto considerados praga.

Suas fezes possuem substâncias ácidas que acabam provocando inúmeros danos em residências, pinturas de veículos e monumentos de nosso patrimônio histórico.

Em muitos locais o crescimento desenfreado de população de pombos acaba provocando prejuízos às aves de nossa fauna em função da competição por alimentos e abrigos.

É comum encontrarmos os seus ninhos ou moradias associadas à presença de outras pragas, como piolhos, baratas e até roedores, além de grande quantidade de fezes, restos de alimentos deteriorados e animais mortos.

Os pombos são aves mansas que têm sua imagem associada à paz, religião e amor, o que leva uma parcela significativa da população a não tratá-la como uma praga fornecendo-lhe abrigo, água e alimentos.

A alimentação dos pombos é preferencialmente de grãos, alimentando-se também de restos de alimentos, lixo, etc.

Os pombos produzem 2 ovos de cada vez, podendo produzir até 6 ninhadas ao longo de 1 ano. Em áreas urbanas, os pombos normalmente não vivem mais do que 5 anos. Porém, em seu meio silvestre de origem, os pombos chegam a viver 15 anos.

Pesquisas recentes nos indicam que aproximadamente 70 doenças podem ser transmitidas pelos pombos. Dentre elas destacamos:

– Salmonelose: é uma doença infecciosa aguda que ataca nosso sistema digestivo e tem como agente etiológico bactérias do gênero salmonella, contidas em alimentos que podem ter sido contaminados por fezes de pombos.

– Histoplasmose: é uma micose profunda, causada pelo histoplasma, que ataca o nosso sistema respiratório.

– Criptococose: é uma micose causada pelo criptococus, que ataca o nosso sistema nervoso central, que é transmitida através da inalação de poeira, originária de fezes de pombos.

Algumas medidas que podem ser adotadas no sentido de minimizar os riscos oferecidos pelos pombos são:

– Campanhas educativas no sentido de conscientizar a população em relação aos riscos oferecidos por estas aves e evitar que as pessoas ofereçam alimentos, bem como, para que se tenham cuidados adequados com relação a destinação de restos de alimentos, lixo e também cuidados com relação a áreas que possam ser utilizadas como possíveis abrigos pelas aves;

– Utilização de aparelhos eletrônicos que tem por função emitir ondas que funcionam como repelentes dessas aves, sistema este que depende muito do tipo e qualidade de equipamento para alcançar o objetivo desejado;

– Construção de barreiras físicas para impedir o pouso e/ou abrigo das aves em determinados locais, que consiste basicamente no fechamento, ou colocação de telas em determinadas aberturas, bem como utilização de fios de nylon ou espículas em áreas utilizadas para pouso pelas aves;

– Em algumas situações tem sido utilizado anticoncepcional para o controle populacional, porém esta alternativa só é válida para a população de pombos de uma cidade ou região.

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